domingo, 11 de março de 2012

Bate papo com a banda Dark Witch


Angéllica Kubo

Foto: Daniela Yoshikawa


O silêncio mórbido das árvores de Santos cede lugar a criaturas da noite sedentas por metal. Foi nesse sábado 03/03 no Espaço Teatro Aberto, num show que marcou a volta das bandas Mindflow e Dark Witch. Devo deixar claro que não sou uma crítica do gênero e que naquela noite ofereci meus sentidos como num ritual de iniciação e espero agora que compreendam minhas impressões sobre a Dark Witch e seu heavy metal tradicional.

Na ativa desde 99, a banda santista passou por alterações em sua composição e hoje conta com Bil Martins (desde o início dos tempos) no vocal e baixo, André Kreidel na batera e Cesar Antunha na guitarra. Em 2001 rolou o primeiro cd demo, que levava o nome da banda e em 2004 veio o segundo sob o título "Heavy Metal Burns On".



Bil

Em plena era digital, em que o conhecimento só é válido se é também virtual, os integrantes da Dark Witch abordam temas do lado sombrio da mitologia nórdica, tida como fonte do mais puro conhecimento esotérico. Eu precisava entender melhor essa relação e chamei para um papo Bil, Cesar e André, que me explicaram que o sombrio também está presente em nosso dia a dia, não em feitiços e magias, mas na confusão urbana, no caos. E assim como a mitologia nórdica sofreu influências e transformações em sua transmissão, a banda também se encontra diferente desde seu nascimento. "A gente recebe influência diferente a todo tempo, dos estilos de membros novos, de amigos nossos ..." disse Bil.

Antes do show começar, numa plateia não muito numerosa, ouvi uma voz ecoando "quem toca metal, toca porque gosta, não é pra ganhar dinheiro", é isso mesmo? Bil e André me explicam "a gente sabe que quem tá aqui é porque gosta de verdade, e são pessoas que depois tomam uma cerveja com a gente". Todos os integrantes têm seus trabalhos fora da banda e mandar um tipo de som que não está entre os mais populares por aqui só faz demonstrar que pô, os caras realmente tocam pelo prazer, e Cesar ainda desabafa "eu já quis me focar completamente na banda mas as obrigações me chamaram e eu nunca pude me entregar a esse sonho".


Cesar

A noite começou com "Circle of Blood" e a sugestiva camiseta branca ensanguentada de André Kreidel ("foi a primeira vez que toquei de branco, a última também"), "Master of Fate", "Wild Heart", "Cauldron", "Siegfried" e "Eletric Eye" também trouxeram trevas ao centro santista. Para esse ano a banda Dark Witch espera lançar 12 músicas num disco que vai se chamar Circle of Blood, já gravado e atualmente passa pelo processo de mixagem.



André

Eu só tenho a agradecer a sonzera de qualidade e esperar ansiosamente pelo lançamento do primeiro álbum dessa banda que, sem piedade alguma, explodiu cabeças na baixada.


Dark Witch

Um comentário:

  1. PARABÉNS AO DARK WITCH!UMA BANDA DE GUERREIROS E QUE TEM UM DOS MELHORES BATERAS DE METAL DO PAÍS,E UMA DAS VOZES MAIS TURBINADAS TAMBÉM!!LONGA VIDA DARK WITCH!!

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