domingo, 23 de outubro de 2011

Entrevista Exclusiva com a banda Zebra Zebra

Por. Eliane Almeida & Juh Ferraz
Fotos: Juh Ferraz & Juh Guedes



Sem perder a sua essência a banda Zebra Zebra de São Vicente lançou seu mais novo trabalho o EP “Agora que são elas”. Primeiro os rapazes lançarão no Clube Outs dia 24 de setembro em São Paulo, contando com a participação das bandas Anacrônica, Selvagens Sapdl e Parachamas, e depois no litoral no dia dois de outubro, no Studio Rock Café com os cariocas do Colômbia Coffe.
Contando com seu público fiel e misturando em ambas as apresentações hits premiados como “Já dizia minha Vó” , “O Bicho e o Diamante”, “Canção de Amor n-6 “entre outras de seu aclamado álbum "Cabeças Novas Também Mofam" de 2008. Podemos dizer que a pegada inicial de seu som, não foi perdida nenhum pouco e sim aperfeiçoada com essas novas seis faixas de “Agora Que São Elas” , álbum este já premiado com a canção “Dois copos d’água” dentro do 9° Curta Santos e exibido na MTV Brasil .
Além disso o novo álbum conta com as canções “Bonita” , “Em que tremam as pernas”, “ Não sei”, “ Eu Mudo” contando com a participação de Pedro Caropreso e “No mar e na paixão” com a participação de Flavia Silveira e Samanta Esaú Bellini (Voz) , além de Matheus Bellini no violoncelo , que também participou do álbum “Cabeças Novas Também Mofam”.

Kennedy(vocal e guitarra), Eric(guitarra e vocal), Paulo( baixo) e Marcelo(bateria), conversaram com a equipe do Rock Cultural, por e-mail, e responderam algumas perguntas, que vocês conferem abaixo:

Clube Outs/ SP

Como surgiu a idéia de montar a banda Zebra Zebra ?
Kennedy: De 2001 a 2007 tínhamos uma banda chamada Same Joke, a idéia de montar o Zebra Zebra veio da necessidade de mostrar nossas novas influências e deixar para trás o estigma de banda de hardcore, de molecada. Por isso o nome em português e ficou mais fácil ser ouvido e levado a sério.

Vocês lançaram recentemente o EP "Agora é que são elas", no Clube Outs em São Paulo e no Studio Rock Café em Santos, tem alguma diferença quanto ao público? Quais são suas expectativas e projetos quanto a divulgação desse EP?
Kennedy: Como somos da Baixada Santista, o público em Santos acaba sendo mais próximo, formado por muitos amigos. Como a quantidade de bandas em SP é notavelmente maior, o nível de exigência do público paulistano é maior também. Mas na verdade não nos importamos com isso. Tentamos sempre levar o melhor show possível para qualquer cidade que vamos.

Como foi feita a escolha dos convidados para participação neste novo álbum?
Eric: Na verdade, todos que participaram são nossos amigos há muito tempo. Nada melhor do que juntar os amigos num projeto que você tenha tanto carinho como nós tivemos.

Kennedy: O Matheus Bellini é um baita músico e temos bastante liberdade para criarmos juntos. Então é mais fácil dizer "isso funciona". "Isso não tá legal". Ele já tinha participado do "Cabeças novas também mofam" nas músicas "Está tudo bem" e "Zebra do ano". A Samantha, esposa do Matheus, tem uma voz muito bonita e delicada, canta muito bem, ela participou da música "Dois copos d'água" e "No mar e na paixão". A Flávia Silveira sempre esteve presente nos momentos mais legais da banda, já participou de clipe, de shows importantes e agora emprestou seu talento para a "No mar e na paixão". O Pedro Caropreso é um amigo nosso. Mora no nosso prédio e é um baita guitarrista de blues. Mostramos a música "Eu mudo" pra ele e sugerimos que ele colocasse slides. Ele adorou a idéia e mandou muito bem. Resumindo: a escolha foi por afinidade e afinação.

Kennedy, como é tocar com seus irmãos, Eric e Paulo, como você lida com a opinião de todos da banda, canalizando numa só e ainda colocando a sua identidade?
Kennedy: A banda nos mantém unidos. A opinião de todos tem o mesmo peso. A soma de 4 personalidades formam 1 personalidade, a do Zebra Zebra.


Studio Rock/ Santos

O som da banda é bem diferente e ousado, quando e como foi que vocês sentiram qual seria o direcionamento musical do Zebra Zebra?
Kennedy: Acho que mais importante que ser diferente e ousado é ser natural. A gente não programou o direcionamento. Simplesmente aconteceu. A gente se deu conta quando compomos "Uma escada, um casulo" e "Já dizia minha vó" (ambas do álbum "Cabeças novas também mofam")

Como foi o processo de criação e gravação do EP “Agora é que são elas” e o que o difere do full-length “Cabeças novas também mofam”?
Kennedy: O processo de criação seguiu a mesma linha do anterior. Juntamos as idéias de todos, lapidamos e criamos novas músicas. Sobre a gravação, é sempre uma tarefa intensa, que exige muita concentração, os nervos ficam à flor da pele. Eu achei a gravação do "Agora é que são elas" mais tranqüila do que a do "Cabeças novas também mofam" por dois motivos: estávamos mais experientes, mais a vontade com o processo e porque o Nando Basseto, técnico do estúdio, conduziu a gravação de uma maneira muito concentrada. A gente entrava no estúdio e só falava de música, comia música, respirava música. Isso ajuda muito.

Eric: A grande diferença que vejo entre o outro disco e este com certeza é a nossa evolução na composição de músicas. O número de referências aumentou e ficamos mais maduros, refletindo diretamente no resultado final.

Qual a canção favorita de vocês nesse novo álbum ou tem alguma no primeiro que meche mais?
Kennedy: Gosto muito do resultado final da "No mar e na paixão" e "Dois copos d'água".

Marcelo: Curto o EP todo, não existe uma música que não tenho vontade de tocar. Mas é muito bom quando chega à hora de tocar "Bonita", seu ritmo e letra são encantadores, além de cantar toda ela junto com o Kennedy faz ainda mais aumentar sua expectativa na hora do show.

Eric: É quase como se perguntassem, "Dos seus filhos, qual você gosta mais?" Gosto muito de todas. De verdade! Mas já que tenho que escolher uma, vai ser a "Bonita" porque ela tem um "astral" bom, sabe? Não sei exatamente como explicar esse sentimento, mas ela traz uma certa "leveza" ao ser executada.

Paulo: Acho que todo dia mudo a minha preferida. Tem a que eu gosto mais de ouvir e a que eu gosto mais de tocar. "E que tremam as pernas" é a mais forte e a que eu gosto mais de tocar. A "Bonita" é a que gosto mais de ouvir.

Marcelo, antes de entrar no Zebra Zebra, você já tinha tocado em alguma outra banda? Como foi a adaptação e qual foi o processo mais difícil desta adaptação ao Zebra Zebra?
Marcelo: Eu já havia tocado em algumas bandas, comecei a tocar em 2000. Antes do Zebra Zebra eu estava em uma banda de hard core chamada Santo Rock. Sempre fui fã do Zebra e do estilo de suas músicas. Começar a tocar em algo que já curtia é bom, mas junto vem um responsa grande, pois a banda já tem sua identidade reconhecida por seu público e entre os integrantes, assumir algo pronto e ter que fazer aquilo que o público já conhece e não deixar que o mesmo sinta essa mudança é um desafio em tanto, mas graças a Deus tudo tem dado certo e estamos ensaiando bastante para continuar assim. Agradeço a minha mulher Daniela por todo o apoio que tenho na minha casa, ao Léo (antigo baterista) que me deu uma força no começo, a banda, Kennedy, Paulo, Eric e a todos que curtem a banda e não deixaram de ir aos shows.

Studio Rock/ Santos

Vejo que a banda é bem unida. Como foi pra vocês a saída do Leonardo, pra estudar em Los Angeles?
Kennedy: O Leonardo saiu pelo melhor dos motivos: realizar um sonho que ele tem desde que começou a tocar conosco. Estamos muito felizes por ele. O Leonardo é importante no Zebra Zebra e sempre vai ser nosso amigo.

Fale um pouco da importância do “Curta Santos” na divulgação do trabalho do Zebra Zebra. A banda mais premiada do festival.
Kennedy: Em termos objetivos, o Curta Santos rendeu mais de 10 aparições na TV Tribuna (filiada da Rede Globo), notícias em jornais impressos e inúmeras notícias em sites e blogs (inclusive fora do Brasil). Ou seja, é o evento que nos rendeu mais exposição até hoje. Somos muito gratos. Sempre nos dedicamos muito aos nossos clipes e todos os materiais que lançamos. E ter esse reconhecimento é fantástico. Disputamos 12 prêmios e ganhamos 8. Não vamos mentir, é gostoso ter reconhecimento de um trabalho bem planejado, pensado e executado.

Kennedy, como despertou esse seu gosto pela direção? O vídeo clipe "Dois copos d'água", premiado agora no Curta Santos, foi o seu primeiro trabalho como diretor?
Kennedy: Em todos os clipes (exceto "Canção de amor nº6") eu estive envolvido diretamente na direção ou co-direção. Trabalhei em algumas produtoras de cinema e vídeo em São Paulo como editor e assistente de direção. Daí o gosto pelo audiovisual. Considero o videoclipe uma ferramenta perfeita para fazer a música ter uma vida maior. E tenho planos de começar a rodar clipes de outros artistas também.

Parabéns pelo novo álbum e obrigada pela entrevista. Deixe uma mensagem para os internautas que visitam o Rock Cultural.
Kennedy: Ouçam o Zebra Zebra. Se não gostar prometemos não encher o seu saco. Se gostar espalhe e vamos levar nosso som pro máximo de gente possível.

Studio Rock/ Santos

TOP 5 – DEU ZEBRA


“Eu acho muito fácil administrar essa galera porque é o que eles gostam, e quando se gosta fica muito fácil. Eu e minha esposa ficamos muito orgulhosos em velos unidos e alegres, isso nos deixa feliz. Sempre gostei muito de musicas raízes tipo Luiz Gonzaga , Beatles, Elvis, Nação Zumbi, Chico Buarque. Gostaria muito de vê-los cantando uma música do Ben Harper.”
Paulo Roberto (Pai de Paulo, Kennedy e Eric)

“O som do ZZ mistura rock alternativo com sons brasileiros e conseguem fazer isso na medida certa e sem ser piegas. Tem uma concepção muito criativa de tudo! O som da banda está mais maduro neste EP, o Kennedy aperfeiçoou as melodias de voz e tem uma pegada mais rock.
O Kennedy me procurou durante um tempo pra fazer a produção deles, quando a banda ainda se chamava Same Joke, achei o som interessante, além de ter achado os caras gente boa, acabou sendo uma parceria muito bacana e produtiva, já que além de gravarmos juntos os àlbuns do ZZ, eu e o Kennedy produzimos o Dvd do Garage Fuzz!”
Fabrício Luiz de Souza ( baixista da banda Garage Fuzz e produtor musical)

“Falar do Zebra é um grande motivo de prazer e orgulho, eu conheço esses caras a mais de 10 anos. Acompanho a banda desde quando chamavam Same Joke e tocavam no Colégio Brasília. O lançamento do EP e o último título do Curta Santos, me orgulham, pois, mesmo não tendo habilidade para tocar algum instrumento como eles, também me enquadro como parte da banda."
Anderson Alves Paiva (Pita, amigo da banda)

“Não só eles, mas várias bandas tem se preocupado com o clipe como algo que pode ajudar a divulgar mais o trabalho musical da banda. O pessoal do Zebra Zebra vem a cada trabalho se preocupando em dar passos diferentes, e seguir por um caminho novo e distante do anterior, da pra perceber que eles se desafiam, tem um repertório sonoro e visual bacana e não tem medo do inusitado.”
Junior Brassalotti (Produtor do Curta Santos)

“As músicas deste EP estão bem diferentes pois estão bem mais trabalhadas, mas no geral, a banda não perdeu a sua essência.”
Flávia Sampaio (Cantora, fez participação na música “No mar e na paixão”)






Podemos dizer realmente existem boas bandas de rock no cenário independente, que subsistem e surpreendem ao público e a Zebra Zebra é uma delas.


Para você que quer conhecer o trabalho deles e baixar seus hits todas as nossas músicas para download no Aqui Tem Trama. Os dois discos completinhos! Tudo de graça. http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/zebra_zebra

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www.zebrazebra.com.br

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