terça-feira, 5 de abril de 2011

Bate papo com Roger, do Ultraje a rigor

Por Eliane Almeida

A banda Ultraje a rigor foi formada no final de 1980, inicialmente como uma banda de covers, principalmente Beatles, rock dos anos 60, punk e new wave. Em 1982, ainda sem um nome fixo, decidiram por Ultraje a rigor, já que nunca eram muito fiéis às versões originais dos covers que faziam, freqüentemente avacalhados ou distorcidos.



Roger Rocha


O nome Ultraje a rigor foi escolhido meio por acaso, mas permanece vivo até hoje e com Roger nos vocais desde a sua formação original. Ele aproveita é da à dica da banda The Who, para o Rock n’ Rio 2011 de volta ao Rio de Janeiro.



Quais são as mudanças que ocorreram de acordo com os anos de existência da banda?

Principalmente, mudança de formação. Hoje em dia sou um músico melhor, mas sinto menos necessidade e/ou estímulo para compor.


O que você acha do posicionamento político das atuais bandas brasileiras?

Nunca vi.


Quais músicas definem a banda de acordo com as décadas?

Inútil nos 80, Nada a Declarar nos 90, Ciúme versão acústica nos 2000


Qual é sua opinião como o único membro original da banda sobre o desligamento dos outros membros? O que te faz continuar com a banda?

Eu sempre tive o mesmo plano. Entre os que se desligaram, poucos continuaram na carreira. Eu gosto muito do que faço.


Qual a diferença do Ultraje a Rigor com relação a outras bandas?

Bom, todas. Cada banda é uma banda. Em comum com as bandas dos anos 80, o idealismo.


Você tem previsão do lançamento de novas músicas? Quais são suas novas vítimas?

Tenho. Minhas vítimas são sempre as mesmas, nos, os patéticos seres humanos, em especial os brasileiros.


Quais bandas você gostaria de ver no Rock n’ Rio?

The Who, ou qualquer outra banda de rock, pelo menos.


Qual a sua opinião sobre o atual cenário político brasileiro?

Sou contra o assistencialismo paternal e conveniente do PT. Mantém o povo como massa de manobra. Sou a favor da educação e do progresso científico. Libertar nosso povo da ignorância em todos os aspectos, políticos inclusive.


Você é a favor ou contra a distribuição de músicas na internet? Como isso afetou a banda Ultraje a Rigor?

A favor. Afetou em quase nada, já éramos conhecidos. Mas supre a falta no mercado das versões originais em CD, que a gravadora não mantém em catálogo.



3 comentários:

  1. Ah que show, adorei a entrevista (;

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  2. Roger Moreira... "O remanescente dos malditos bons tempos"! Sabe o que diz e não tem rabo preso com nada! Grande músico!!! Parabéns pela matéria. Em vista do que o "rock nacional" se tornou, é um grande prazer ler uma entrevista com alguém como ele. Aliás, peço que façam mais entrevistas como essa, com nomes como Felipe Seabra (Plebe Rude), Lobão, o pessoal do 365 que estão na ativa até hoje e não tem o merecido destaque na tal mídia especializada! Valew!!!

    Edson Herrera

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  3. Como era bom o rock nacional.
    Coitados dos que nasceram nos anos 2000.

    O que será que aconteceu??

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