segunda-feira, 31 de maio de 2010

Show do Ufo no Brasil.








O ano de 2010 entra para a história como o ano do rock no Brasil. Nunca tantas bandas de rock internacional se apresentaram de uma só vez no país. Nessa leva, a banda britânica Ufo tocou pela primeira vez no país no dia 26/05 no Carica Club em São Paulo, divulgando o seu mais recente álbum ''The Visitor'', lançado em 2009
Formada em 1969, a banda conta atualmente com Phil Moog no vocal, Andy Parker na bateria, Paul Raymond teclado/guitarra, Vinnie Moore na guitarra e Rob de Luca no baixo. No show, roqueiros de todas as idades lotaram o local pra ver essa grande banda. E não decepcionaram o público, por volta de 21:30, Phil Moog e seus companheiros começam de cara com a maravilhosa ''Let it Roll'', seguindo com outros grandes hits como ''Mother Mary'' e ''When Day Lights Goes to Town. A platéia se emocionava com cada música que era tocada, e com os grandes sólos de guitarra de Vinnie Moore. Phil ainda arriscou algumas palavras em português, mas sem muito sucesso. Para agradar ainda mais os fãs, o baixista Rob de Luca vestiu uma camisa da seleção brasileira em um clima de copa do mundo. A noite terminou com a música ''Doctor Doctor'', um dos maiores sucessos da banda. Uma apresentação digna de uma das maiores lendas do rock.
Set List:
01-Let it Roll
02-Mother Mary
03-When Day Lights Goes to Town
04-Out in the Streets
05-This Kids
06-Only You Can Rock Me
07-Hell Driver
08-Love to Love
09-I Ain't No Baby
10-Too Hot to Handle
11-Lights Out
12-Rock Bottom
13-Doctor Doctor

Comunicado importante-Banda Carnal Desire não se apresentará no Cenas Rock Festival.

A banda Carnal Desire cancelou a apresentação que faria no Cenas Rock Festival no dia 12 de junho, devido à problemas de saúde do vocalista Tarso Carnal. O festival Cenas Rock será mantido na mesma data e com as outras bandas participantes: Predatory, Al Qaeda, Evil Black Embrace e uma quarta banda a ser confirmada.
Parte da renda do festival, será revertida para o tratamento de Tarso Carnal.
Aguardem mais informações em breve.

sábado, 29 de maio de 2010

Entrevista com Paulinho Ferramenta - dia 30/05 as 21 hs !!!


Programa Entrevista Underground com o baterista Paulinho Ferramenta, não perca ! Estréia dia 30/05 as 21hs na Rádio underground do Litoral. www.ciaprimatas.com/site/radio002

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dark Tranquillity: Pesados e inovadores a cada disco


por Costábile Salzano Jr

Considerado um dos grupos mais influentes do cenário do Metal Mundial dos últimos tempos, o Dark Tranquillity aproveita o lançamento do excelente álbum We are the Void para realizar mais uma extensa turnê pelo Mundo e que, no próximo mês, desembarcará pela primeira vez no Brasil.

Durante a entrevista, o eximio guitarrista Niklas Sundin falou da receptividade do novo trabalho, os shows pelos EUA, as comparações com os compatriotas In Flames, a expectativa pela estreia no Brasil, etc.

We are the Void é um excelente álbum. São características do som conseguir combinar o equipamento experimental do Projector, o peso do Damage Done, com a atmosfera do Haven. Como você trabalhou nas novas músicas para chegar a este som peculiar?
Niklas Sundin:
Obrigado! O método de trabalho atual não difere muito de nossos álbuns anteriores. Nós praticamente tivemos o mesmo processo durante os últimos 20 anos. Todos os integrantes inventaram riffs básicos e ideias em casa, e então levamos o material para a sala de ensaio para transformá-lo em músicas de verdade. Nós realmente nunca planejamos com antecedência todo álbum; ele se compõe quando iniciamos o processo.

Qual é a receptividade do material até agora em comparação ao anterior, Fiction?
Niklas Sundin:
A resposta tem sido geralmente muito positiva - especialmente na Suécia, os comentários foram os melhores que já recebemos - mas é claro que é impossível para qualquer banda com uma longa história satisfazer a todos. We are the Void é um pouco diferente e as canções demoram um pouco para você se acostumar e apreciá-las plenamente. Fiction foi muito mais direto e óbvio.

No Fiction, as letras focaram em pessoas fictícias e imaginárias. Neste novo álbum, você voltou a escrever sobre si mesmo, como você costumava fazer? Por que você gosta mais de escrever letras pessoais?
Niklas Sundin
: Eu não tenho certeza qual a visão do Mikael mas, na minha opinião, as letras do We are the Void são mais egocêntricas e universais. Isto se reflete no contraste "I am the void / "We are the void".

Por muitos anos, o Dark Tranquillty e o In Flames tiveram carreiras bastante comparadas, muito por causa do Anders Friden e também pelo surgimento das duas bandas acontecer na mesma época. Quais são os seus pontos de vista sobre este assunto?
Niklas Sundin
: Honestamente, eu não tenho muita opinião sobre isso. O pessoal do In Flames são bons amigos e eles fizeram algo surpreendente com sua carreira, mas sempre fomos duas bandas muito diferentes. Havia muitas coisas comuns na época - Mikael cantava no primeiro álbum, eu escrevi as letras para dois deles e Anders tocou bateria em algumas músicas do Subterreanan - mas por um tempo ficou muito chato quando as pessoas constantemente nos comparavam, mesmo havendo um milhão de bandas com sonoridade similar ao In Flames, mais do que a nossa.

Durante os últimos anos, a Suécia tem ditado as regras da cena atual de Metal. Como você pode explicar este fato e por que tantas novas bandas de qualidade estão surgindo do seu país de origem?
Niklas Sundin
: Eu realmente não concordo que há muitas bandas boas na Suécia. O gosto de cada pessoa é diferente, mas a maioria das bandas suecas não me interessam muito. Normalmente, elas têm grande musicalidade, mas nenhuma visão artística real ou foco. A razão para a quantidade de bandas pode ser o padrão material relativamente elevado, mas só estou especulando.

De 1989 até hoje, quais foram os momentos mais importantes na carreira do Dark Tranquillity? Por quê?
Niklas Sundin
: Eu acho que conseguir o primeiro contrato seria o evento mais importante, no que diz respeito à carreira. "Skydancer" fez as coisas realmente decolarem no momento do lançamento e ele nos levou de uma banda underground para uma banda que lançou um álbum de verdade, o que não era comum na época.

Quando você decidiu fundar o Dark Tranquillity, qual era seu objetivo? Você esperava ter uma recepção tão grande rapidamente?
Niklas Sundin
: Nós não tínhamos quaisquer objetivos senão tentar nos divertir e sermos criativos. Nenhum de nós podia tocar nossos instrumentos quando começamos, por isso até mesmo gravar uma demo ou fazer um show ao vivo parecia irreal.

Ao contrário de várias bandas, o line up do Dark Tranquillity não mudou muito. Por que?
Niklas Sundin
: Nós somos frequentemente questionados sobre isso e eu realmente não sei. A única resposta seria que nós nos conhecemos bem e temos uma boa dinâmica de banda e de cooperação. Todos contribuem para a música e temos algo a dizer, e todo mundo tem os pés no chão, sem qualquer ego de rockstar.

Como você se sente sabendo que são capazes de influenciar a música de tantas novas bandas?
Niklas Sundin
: Não é algo que pensamos muito. Naturalmente, nos sentimos lisonjeados mas, ao mesmo tempo, isso realmente não nos afeta.

Como as mudanças no Heavy Metal nas últimas décadas modificou o som do Dark Tranquillity?
Niklas Sundin
: Pergunta complicada ... Eu acho que as mudanças na tecnologia de gravação são o principal fator. Alguns dos primeiros álbuns foram gravados em fita, 100% analógicos, enquanto os posteriores são digitais. Isto não tem qualquer efeito sobre a composição, mas é a única mudança geral eu posso pensar que tem afetado nosso som.

Por que você decidiu relançar os álbuns Projector (1999), Haven (2000) e Damage Done (2002) em uma versão de luxo?
Niklas Sundin
: A gravadora precisava fazer reimpressões de qualquer maneira, então nós pensamos que seria uma boa ideia adicionar todo o material que foi gravado ao mesmo tempo, mas que por um motivo ou outro não foi incluído nas versões originais dos álbuns.

Qual foi o momento mais curioso na sua carreira até agora?
Niklas Sundin
: Houve muita loucura e caos, por isso é difícil escolher um único momento. É provavelmente o momento geral de criar algo que mexe com muitas pessoas e ser capaz de viajar pelo mundo.

No ano passado, você lançou o DVD Where Death is Most Alive. Como você trabalhou para este lançamento? Você está feliz com os resultados e o feedback?
Niklas Sundin
: Com certeza! Foi tudo o que esperávamos e muito mais e o feedback foi surpreendente. Mesmo aqueles que não gostam da nossa música admitiram que é um dos DVDs ao vivo mais profissionais que já ouviram, por isso estamos felizes. Todo o projeto levou muito tempo, mas certamente valeu a pena.

Como está indo a turnê pelos E.U.A?
Niklas Sundin
: Está indo muito bem. Muita gente nos shows e uma boa atmosfera. Fizemos quase metade da viagem E.U.A./Canadá e agora estamos a caminho de Toronto.

O que o público pode esperar da primeira vez do Dark Tranquillity no Brasil? Certamente, os fãs podem esperar algo especial, não é?
Niklas Sundin
: Claro que sim! A primeira vez é sempre especial! (muitos risos) Sério, nós esperávamos tocar no Brasil há muito tempo e ficamos desapontados que nossa turnê anterior pela América do Sul não pôde incluir seu país, por isso estamos ansiosos para fazer um show verdadeiramente especial.

Vocês gostam de futebol? Na época que vocês estiverem tocando na América do Sul, a Copa do Mundo estará acontecendo ao mesmo tempo. Como você se sente já que a Suécia, mesmo com alguns bons jogadores, não foi classificada? Acredito que será uma experiência interessante, não acha?
Niklas Sundin
: (risos) Desculpe, mas não tenho nenhum interesse em esportes. Sinceramente, nem sabia que a Copa do Mundo estava chegando. Alguns dos outros caras da banda tem grande interesse pelo futebol, então eles provavelmente tem planos de assistirem quantos jogos forem possível, mas eu não.

Quais são os projetos futuros da banda?
Niklas Sundin
: Bem, a prioridade agora é tocar ao vivo, e o restante de 2010 está praticamente lotado. Depois de chegar em casa na Suécia, nós temos festivais por todo o verão, antes de embarcar em uma grande turnê pela Europa.

Deixe uma mensagem aos fãs.
Niklas Sundin
: Obrigado pelo apoio! Vejo vocês em breve!

Lacuna Coil: A nova realidade italiana do Rock Mundial

por Costábile Salzano Jr

Desde o começo de carreira, os italianos do Lacuna Coil chamaram a atenção do público e das gravadoras, não apenas por causa da beleza da vocalista Cristina Scabbia, mas também pela sua qualidade musical. Atualmente, estão a conquistar o mercado norte-americano. Prestes a desembarcar no Brasil, conversamos com a atenciosa frontwoman para uma entrevista reveladora. Com vocês, Cristina Scabbia em longas palavras.


Cristina, o Lacuna Coil é uma banda muito conhecida no Brasil, porém poucos membros da imprensa tiveram a oportunidade de conversar com algum dos integrantes do grupo. Por isso, vamos começar falando sobre os primeiros passos da banda. Quais são os momentos mais marcantes do início da carreira?
Cristina Scabbia
: Vai ser muito difícil resumir 16 anos em algumas linhas, mas vou tentar! Nós nos conhecemos em 1993, quando Andrea (vocalista) e Marco (baixista) já estavam tocando em uma banda local e buscavam um contrato com uma gravadora. Quando eles souberam que eu tinha essa grande paixão por cantar, eles me pediram para fazer parte da banda. Assim que produzimos nossa demo, nós chamamos a atenção de algumas gravadoras e então decidimos assinar com a Century Media. O resto é história: começamos a excursionar pelo mundo logo depois de assinar nossas próprias turnês e festivais (mesmo antes de lançar o primeiro EP!) ao lado dos maiores nomes do Metal, lançamos cinco álbuns e dois EPs e ainda estamos aqui, firmes e fortes, promovendo nosso último álbum "Shallow Life".

Nós temos muitas lembranças maravilhosas e é praticamente impossível escolher UM momento que amamos do passado, mas com certeza posso mencionar o dia em que descobrimos que estávamos indo assinar um contrato de gravação e lançar nosso primeiro álbum. Estávamos tão entusiasmados e você pode entender o porquê! Hoje, eu diria que entrar na parada da Billboard na 16 ª posição é uma coisa maravilhosa!

Um dos fatores mais perceptíveis no som da banda é a sua evolução musical, lançamento após o lançamento. Você acha que depois de cada material vocês precisam se superar ou o processo de composição da banda é natural e sem esse tipo de preocupação?
Cristina Scabbia
: Nós amamos evolução. Nós amamos descobrir e experimentar coisas novas na vida. É a mesma coisa com a música. Nosso núcleo mais profundo será sempre o mesmo mas, ao mesmo tempo, sentimos que temos de criar algo diferente e mais fresco a cada novo álbum. Nós não gostamos de clichês e queremos que nossos fãs se envolvam e cresçam conosco. Nós não temos nenhuma preocupação, pois nossa música é a nossa arte pessoal e ninguém pode nos dizer como criar a nossa arte pessoal. Nós também não pensamos muito quando compomos música; nós gostamos de mantê-la o mais espontânea possível, porque é a única maneira de sermos honestos com nossos fãs, que consideramos da família.

A Itália se tornou conhecida na cena mundial do Metal por revelar várias bandas de metal melódico e hoje vocês são o principal nome do Metal italiano. Como é mudar esta tradição?
Cristina Scabbia
: Mesmo quando começamos como uma banda, nós já éramos o “elemento diferente”: ninguém na Itália estava tocando o mesmo tipo de música que nós. Particularmente, acho que nós ainda estamos aqui, porque trabalhamos duro para chegar neste ponto e, acima de tudo, nunca tivemos medo de não virarmos um clichê.


O Lacuna Coil iniciou suas atividades em 1994, mas vocês só foram notados tempos depois principalmente com a tendência das bandas com frontwomans. Como você vê este período?
Cristina Scabbia
: Nós realmente chamamos atenção com o álbum "Comalies", quando a canção "Heaven's a lie" se tornou popular e foi tocada em mais de 100 rádios americanas. Vários canais, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, estavam exibindo o vídeo também. A tendência "feminina", como você chamou, começou anos depois, especialmente nos Estados Unidos... pois ter uma mulher numa banda na Europa não era nada estranho.

Com poucos anos de estrada vocês já estavam tocando no palco do maior festival de metal do mundo, o Wacken. Como foi este momento?
Cristina Scabbia
: Nós tocamos no Wacken pela primeira vez em 98, no ano do lançamento do nosso primeiro EP. Foi absolutamente fantástico! Sendo uma banda nova e desconhecida, a chance de tocar em um dos maiores festivais de metal do mundo... é uma sensação fenomenal que não podemos esquecer, é impagável.

No entanto, hoje em dia vocês estão confirmados para se apresentarem em todos os grandes festivais do mundo. Como é ver a banda crescer, sem deixar que o sucesso suba à cabeça?
Cristina Scabbia
: Eu acho que é o que paga nossas contas. Nós não somos uma banda que se uniu por causa de uma gravadora; nós começamos a partir de zero e construímos a nossa carreira na maneira old school: tocando em todos os lugares, dando um monte de entrevistas e literalmente trabalhando muito... Desta forma, nós sempre podemos lembrar de onde viemos e deixar para outras pessoas aquela atitude irritante que não nos pertence. Você não precisa ser um idiota para provar que você pode tocar rock!

Shallow Life é outro período em sua carreira. As canções são cativantes e o som é muito moderno, muito diferente do que vocês costumavam fazer no início. Qual é o objetivo com este material?
Cristina Scabbia
: Não há nenhum objetivo, nós tocamos a música que gostamos. Ao ouvir muitas músicas boas, do passado e do presente, nós percebemos que é muito mais difícil criar uma canção muito intensa, na qual a mensagem vá direto para o ouvinte. Te dou um exemplo bobo: pense em canções como "Imagine", de John Lennon. Eu ouvi um monte de gente dizendo: "essa música é tão simples que eu poderia escrevê-la !"... Obviamente, eu nunca nos compararia com ele, mas o que eu estou tentando dizer é que é MUITO difícil ser simples, claro, forte e intenso em um vocal, muito mais do que unir riffs complicados e palavras que você realmente não compreende. Muita gente não entende isso. Nós tentamos fazer isso no “Shallow Life” e eu acho que alcançamos o que queríamos fazer.

Neste álbum você trabalhou com Don Gilmore, que tem artistas como Avril Lavigne, Linkin Park e Pearl Jam em sua história. A ideia é alcançar novos públicos?
Cristina Scabbia
: Não, na verdade não! Nós só queríamos trabalhar com um produtor diferente para aprender algo novo e ver onde nós poderíamos ir a partir do "Karmacode". Conhecemos Don em Milão, onde tocamos algumas músicas para ele e nos demos bem desde o primeiro dia. Certamente, ele é extremamente profissional e tem um ótimo portfólio, mas ele é também uma pessoa muito descontraída, que te coloca de volta no lugar quando é hora de se concentrar na gravação. Ele é um grande produtor que nos ensinou como abordar as coisas de forma diferente e se nós vamos trabalhar novamente com ele ou não, nós estimaremos sua experiência.

Nos últimos anos, a cena Metal brasileira tem crescido tanto que temos várias bandas se dando bem internacionalmente. No entanto, não temos ouvido muito da cena italiana. O que você pode nos dizer sobre o que está acontecendo em seu país de origem?
Cristina Scabbia
: Honestamente, tenho que dizer que não faço ideia sobre o que está acontecendo agora, porque eu passo mais tempo fora da Itália do que em casa!

Cristina, o Lacuna Coil é uma banda que gosta de futebol. Qual é a relação de vocês com o esporte dentro da banda? Na minha opinião, a única coisa errada é você torcer para o Milan! PS: Não me interprete mal, eu sou fanático pelo Juventus (risos)
Cristina Scabbia
: Humm, se você é um torcedor da Juventus, então eu não deveria responder às suas perguntas! (risos gerais) Deixando de lado as piadas, todos nós amamos futebol, alguns mais do que outros. Quem acompanha futebol no Lacuna Coil é fã do AC Milan e, sempre que estamos na estrada, estamos tentando acompanhar as partidas mais importantes no ônibus, via satélite. Nosso baterista também tem uma grande paixão pela arte marcial chinesa.

Por ser torcedora, você tem algum contato direto com algum dos jogadores brasileiros do Milan?
Cristina Scabbia
: Infelizmente não: mesmo que eu conheça várias pessoas estritamente ligadas ao time, eu nunca tive a chance de conhecê-los, até agora.

Ainda sobre futebol, a turnê sul-americana da banda vai ser durante a Copa do Mundo. Já pensou que você pode estar tocando em território inimigo? (Risos)
Cristina Scabbia
: É, eu estou realmente animada com a Copa do Mundo. Obviamente, eu espero que a Itália ganhe e sei bem que o Brasil é um time MUITO forte para vencer. Mas nós nem sabemos se vamos nos encontrar em uma partida, então vamos esperar para ver!

Por um tempo, você namorou com o Marco Zelati. Como é o relacionamento de vocês hoje em dia? Afinal, vocês não estão mais juntos, saíram com outras pessoas, mas existem fãs que seguem vocês, etc. Muitas bandas não suportam esse tipo de situação e, geralmente, um ou o outro acaba abandonando.
Cristina Scabbia
: Normalmente, eu não gosto de compartilhar minhas coisas pessoais; eu sou muito extrovertida, mas ao mesmo tempo sou uma pessoa muito reservada e gosto ficar na minha quando se trata da vida pessoal. Eu só posso dizer que eu e Marco estamos felizes na banda e somos grandes amigos.

Como surgiu o convite para gravar o Megadeth Tour le Monde?
Cristina Scabbia
: O Megadeth apenas me pediu para fazer e eu aceitei de bom grado. Eu sempre amei a música "A Tout le Monde" e o fato deles me convidarem para fazer parte disso foi uma coincidência curiosa, pois esta é a música que mais gosto do Megadeth. Nós a tocamos ao vivo algumas vezes juntos e foi uma experiência fantástica.

O mercado norte-americano sempre foi conhecido por não ser confiável e por não aceitar muito bem o que vem de outros países. No entanto, parece que ele mudou ao longo dos últimos anos e várias bandas estrangeiras como vocês e o Shadowside, do Brasil (liderado pela bela vocalista Dani Nolden), estão dominando os Estados Unidos. Como interpretar tal recepção dos norte-americanos?
Cristina Scabbia
: Não há uma receita para ser bem-sucedido nos Estados Unidos, mas o que posso dizer é que nos sentimos em casa quando estamos lá. Nós estivemos lá tantas vezes que alguns dos nossos fãs pensam que somos ítalo-americanos de Nova Jersey! (risos)

Falando sobre beleza, você está sendo considerada uma das divas Metal. Este título ajuda ou atrapalha? Afinal, se você não tiver talento, a beleza não ajuda muito, não é?
Cristina Scabbia
: Este "título" só ajuda você a conseguir um pouco de atenção, mas o que você disse sobre a beleza não ser o bilhete premiado para ser bem-sucedido e respeitado é absolutamente verdadeiro. A beleza é volátil e é apenas algo que você vê na superfície. Você precisa de muito mais, como mulher, para ser considerada e respeitada. Há um monte de garotas bonitas na cena, especialmente neste momento em particular, mas nem todas elas estão encontrando seu espaço no mundo da música: um rosto bonito não é o suficiente e você tem que provar o seu potencial, ser capaz de cantar ou tocar um instrumento. Pelo menos, se você quiser estar em uma banda!

Ao longo dos últimos anos, pudemos observar que o Metal está mudando. Como você vê essas transformações?
Cristina Scabbia
: Algumas bandas foram inspiradas por diferentes estilos de música e criaram algo diferente. Outras fizeram o mesmo com outros estilos e assim por diante. Os estilos só continuam se misturando. É a evolução natural. Haverá sempre os clássicos que todos nós amamos, mas você não pode parar as mudanças, mesmo que você tente!

Por que você acredita Metal sueco dita as regras hoje em dia? O que você acha que causou isso?
Cristina Scabbia
: Eu não acho que o Metal sueco dita as regras ... com todo o respeito a cada banda sueca, é claro!

Infelizmente, há poucos dias perdemos Peter Steele. Você acha que as pessoas podem dizer o quanto esta perda significa para a música?
Cristina Scabbia
: Eu não sei o que as pessoas podem pensar sobre esta notícia devastadora... Eu só sei que ele me inspirou, eu o amava tanto como um amigo quanto como músico e sinto sua falta. Sem ele, eu não seria quem sou agora: é por causa de bandas como Type O Negative que nós, o Lacuna Coil, estamos aqui hoje.

Cristina, qual o seu maior sonho?
Cristina Scabbia
: Eu só tento aproveitar o que tenho, todos os dias. Eu tenho sido extremamente abençoada até agora, então se eu pudesse torná-la real, adoraria manter esta serenidade interior para sempre.

Na sua opinião, como seria a turnê perfeita?
Cristina Scabbia
: A turnê perfeita é aquela onde a multidão enlouquece todas as noites, pulando e cantando com você, te alimentando com energia. E não deveria realmente importar quem está tocando, pois ela deveria ser sobre curtir junto, sentindo a música. Esta seria a turnê perfeita.

Esta é sua primeira vez tocando no Brasil. O que os fãs podem esperar deste único show?
Cristina Scabbia
: Uma quantidade insana de energia pura e crua. Nós gostamos de interagir com nossos fãs durante o show e de se mover no palco. Nosso show não será nada estático!!

Deixe uma mensagem aos fãs.
Cristina Scabbia
: Mal posso esperar para conhecer todos vocês!! Vocês têm esperado por tanto tempo que merecem um grande espetáculo. Vamos nos empenhar 100% e eu já estou animada! Nos vemos lá e rock on!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Comunicado importante-Show da Black Angel é cancelado.

O show da banda peruana Black Angel que seria realizado no Coliseu do Rock no dia 28 de maio, foi cancelado. As informações completas você encontra no site www.baixadametal.tk.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Zebra Zebra lança novo vídeo-clipe" O Bicho e o Diamante "



A banda Zebra Zebra vai lançar na próxima quinta-feira, 27 de maio, o vídeo-clipe "O Bicho e o Diamante". O vídeo faz parte do álbum 'Cabeças Novas Também Mofam'.
A festa de lançamento será no Conversa Fiada Bar (em frente a Igreja da Pompéia) em Santos/SP a partir das 20h.
O clipe foi dirigido pelo cinesta argentino Mariano Dawidson e em breve terá lançamento na internet.
Por enquanto confira o teaser do clipe que divulga a festa de lançamento.
A equipe rock cultural estará lá na cobertura do evento!



Show do UFO em São Paulo.

Show do Ufo em São Paulo, uma das maiores bandas de rock de todos os tempos em um show imperdível. Cobertura completa desse show aqui no site. Aguardem.

domingo, 23 de maio de 2010

Vocalista do Dark Tranquillity manda recado aos fãs brasileiros


Há poucas semanas de desembarcar no Brasil, Mikael Stanne, frontman do Dark Tranquillity, enviou um recado aos fãs brasileiros através de um video publicado no Youtube evidenciando a expectativa dos suecos para as duas apresentações que farão no Brasil no mês que vem. "Não vemos a hora de finalmente realizarmos os nossos primeiros shows Brasil".

Considerado um dos grupos pioneiros do Death Metal melódico, o Dark Tranquillity tem estreia marcada no pais, para o próximo dia 12 de junho, no Carioca Club, em São Paulo. No dia seguinte, seguem rumo à Curitiba.

Neste momento, Mikael Stanne (vocais), Martin Henriksson (guitarra), Niklas Sundin (guitarra), Daniel Antonsson (baixo), Martin Brandstrom (teclados), Anders Jivarp (bateria) estão em turnê pelos EUA divulgando o novo álbum “We are the Void”, recentemente disponibilizado para audição no MySpace oficial da banda. No entanto, para os shows no Brasil, o sexteto está preparando um repertório abrangendo as composições mais aclamadas pelo público.

Ano passado, o quinteto comemorou 20 anos de carreira lançando “Where Death Is Most Alive”, que traz um bela retrospectiva desta trajetória em 2 CDs e 2 DVDs. Este lançamento figurou em primeiro lugar no chart de sua terra natal.

Confira o video em http://www.youtube.com/watch?v=sX9_BV5FNtw.

Serviço São Paulo:
Data: 12/06/2010 - São Paulo/SP
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Horário: 20h
Ingressos: R$ 60,00 (pista promocional/estudante) e R$ 80,00 (camarote promocional/estudante)
Pontos de vendas: loja Lady Snake (Galeria do Rock) (11) 3333-6931 / (11) 3361-7705
Vendas online: http://www.ticketbrasil.com.br/rock/heavy-metal/dark-tranquillity-no-carioca-club.html.
Informações: (11) 7527-4084
Imprensa: (13) 9161.6267
Website: www.darktranquillity.com.br

Links relacionados:
http://www.myspace.com/dtofficial
http://twitter.com/dtofficial
http://www.darkdimensions.com.br
http://www.darktranquillity.com.br
http://www.theultimatepress.blogspot.com

sábado, 22 de maio de 2010

Raoni de Lucia, baixista da Evil se apresenta em duas peças teatrais


Atenção, pessoal que curte teatro! A CIA HÉTERUS estará se apresentando em 4 diferentes datas e cidades. Raoni de Lucia, baixista da Evil Black Embrace também atua no elenco. A estréia será dia 22/05 as 19hs no Teatro Municipal de São Sebastião, 28/05 as 19hs em Mongaguá, no Centro Cultural Raul Cortez, dia 05/06 as 19hs o grupo teatral passa por Santos, no Teatro dos Metalúrgicos e finalmente dia 19/06 as 19hs em Sertãozinho, no Teatro Municipal da cidade.O grupo estará apresentando dois espetáculos, com um buffet no intervalo. O primeiro a ser apresentado é "Oedipvs Rex" e o segundo é "O famoso Quem ?". Prato cheio pra quem curte um teatro pra variar um pouco a programação. Maiores informações http://www.ciaheterus.blogstpot.com/

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Entrevista RavenLand: Gótico e Nacional!

por Costábile Salzano Jr

No inicio de carreira, vocês lançaram três trabalhos “October Of 1998”, “Live At Kalimar e “After The Sun Hides”. Como vocês analisam o surgimento da Ravenland na cena?
Dewindson
- Quando a Ravenland surgiu na cena nacional, em meados de 1997, naquela época, as redes sociais da internet não estavam tão em alta quanto hoje, muitas nem existiam, orkut, myspace, facebook, twitter... Mas mesmo assim conseguimos nos destacar na cena recebendo ótimas críticas das principais revistas especializadas em rock/metal da época e muitos zines, através de cartas, vendas de demo-tapes em shows... Fizemos shows em diversas cidades do Nordeste. A cena era bem mais unida do que hoje, construímos excelentes amizades entre bandas do Brasil inteiro como Monasterium, Insanity, Expose your Hate, Pettalom, Imago Mortis, Serpent Rise...

O “After The Sun Hides” foi lançado em 2001, ano o qual ocorreu aquele boom de bandas com mulheres nos vocais. O quanto isso ajudou vocês? Receberam aquelas tradicionais repúdias infantis dizendo que vocês estavam querendo se aproveitar da onda para aparecer?
Dewindson
- Todas as revistas comentavam na época que não havia outra banda no Brasil fazendo o que estávamos fazendo. Até hoje acredito que a Ravenland não se parece com nenhuma outra banda brasileira que eu conheça, mesmo que use violinos, vocais femininos e masculinos intercalados. Nossa música sempre esteve mais próxima do Doom Gótico europeu, não dessa febre “pós-Nightwish/Epica”, ou dessa enorme quantidade de bandas com vocais líricos. Sempre usamos backings femininos, mas ao ponto de adicionar uma vocalista para dividir os vocais comigo mesmo, só viemos a ter agora no “... and a crow brings me back” (2009), mesmo assim foi mais com a intenção de soar melhor a combinação dos dois vocais do que apelação por conta de mercado. Eu particularmente acho que nós não temos absolutamente nada haver com essa enxurrada de bandas com vocais femininos que apareceram. A Camilla tem muita atitude, ela compôs muitas músicas, escreve muitas letras e ainda toca violino, ela com certeza não é “só mais um rostinho bonitinho”, nós nunca recebemos repudias infantis até porque nós não exploramos somente a imagem dela, usamos sempre a imagem de dois vocalistas.

Apesar da receptividade, por que vocês deram um tempo com a banda?
Dewindson
– Em 2003, realmente as coisas estavam bem difíceis, pois havíamos perdido todos os teclados já gravados em estúdio do disco devido a um problema no HD. As fitas DAT com a gravação do disco pegaram mofo. A dificuldade de achar músicos empenhados e com os mesmos objetivos profissionais após a saída de André Cardoso (guitarrista) que deixou a banda para morar no interior paulista e do Xandão (baterista) para entrar no Andralls. O dono da gravadora Moonshadow virou evangélico então ficamos sem uma gravadora para lançar o disco, no fim das contas recebi uma proposta para coordenar uma escola de informática na cidade de Fortaleza-CE, resolvi engavetar a Ravenland e me mudei para lá, morei por dois anos naquela cidade maravilhosa, foi onde conheci a Camilla.

"...And A Crow Brings Me Back" é um disco bem soturno. Como tem sido a recepção deste trabalho tanto no Brasil como no exterior?
Camilla Raven
– A recepção está bem positiva. Recebemos mensagens com elogios do mundo inteiro e isso nos fortalece a continuar na luta aqui no Brasil. Sabemos e vivemos as dificuldades daqui e a cada mensagem que eu leio e tento responder a todos, e a cada voz que escuto nos shows cantando nossas músicas, e a cada texto que sai na mídia sobre a RavenLand, vemos que sim, está dando certo e a nossa música está sendo bem aceita.

Neste disco vocês contaram com a produção de Ricardo Confessori. Como aconteceu esse contato? E por que ele teve que gravar a bateria?
Camilla Raven
– Através do nosso guistarrista Albanes, o Confessori ficou sabendo que estávamos atrás de um produtor, então ele se interessou e entrou em contato. Ele nos apresentou um excelente estúdio, o Tonelada, que agora é o Fusão e não conhecíamos o Confessori produtor, mas sabíamos que ele era um excelente músico e afinal era o cara que gravou um dos clássicos nacionais, o Holy Land do Angra. Ele nos mostrou os trabalhos que ele estava desenvolvendo, curtimos e fechamos. Logo depois da pré-produção, o nosso antigo baterista Rick descobriu que estava com um problema no joelho e teve de deixar a banda e Confessori disse que poderia gravar, pois já conhecia as músicas e assim poderíamos procurar o novo integrante com mais calma.

Ricardo Confessori é um exímio baterista. Vocês sentiram que tiveram que evoluir musicalmente ou não ocorreu este tipo de pressão?
Camilla Raven
– Confessori é um excelente baterista, mas ele tem o estilo dele e quando foi gravar o nosso álbum nós repassamos a ele a bateria que queríamos no decorrer da gravação e ele colocou a interpretação dele em cima. Os músicos evoluem naturalmente, a medida que vão ensaiando, compondo e fazendo shows e sentimos que a nossa evolução foi é natural. Mas a questão do Confessori, não houve pressão, pois fazemos o que queremos transmitir, é algo mais feeling. E o nosso estilo é diferente do que o Confessori costuma tocar. Mas ele como produtor foi importante, pois nos fez abrir a cabeça para alguns detalhes que acrescentaram muito a nossas composições.

O disco foi masterizado por Waldemar Sorychta, profissional requisitado por grandes bandas da cena. Ficaram satisfeitos com o trabalho dele?
Camilla Raven
– Sim, ficamos muito. Sabemos como a masterização é importante para a qualidade final e acredito que fizemos uma boa escolha, pois ele produziu, mixou e masterizou muitas bandas do nosso estilo.
Dewindson – Desde o início eu já estava decidido a masterizar o disco no exterior com o objetivo de adquirir um resultado ainda melhor na finalização do álbum, sempre fui muito fã de todos os discos que o Waldemar Sorychta produziu, (Lacuna Coil, Moonspell, Tiamat, Therion, Sentenced, Samael, The Gathering e Flowing Tears), não imaginava que o nosso CD fosse um dia ser finalizado por ele, mas após um elogio dele em nosso MySpace, foi a ponta que eu precisava para perguntar se ele não queria finalizar o nosso disco, e ele adorou a ideia, nos tratou muito bem e provavelmente iremos trabalhar com ele novamente no futuro, desta vez espero que possamos trabalhar desde a produção inicial até a finalização.

Recentemente, vocês fizeram uma participação especial na única apresentação do Moonspell no Brasil. Com certeza, vocês tiveram um enorme prazer por isso. Fale desta experiência e até da amizade que vocês tem com os portugueses.
Dewindson
– Nós já tinhamos uma ótima amizade há alguns anos, mas sempre foi pela internet, quando o Fernando Ribeiro me falou que tocaria no Brasil em 2009, ele pediu para que eu falasse com o produtor para tocarmos juntos, a Ravenland e o Moonspell. Coincidentemente, a Overload Records (responsável pelo show do Moonspell) já havia entrado em contato conosco para abrir o show da Agua de Annique, mas não rolou porque estávamos gravando o videoclipe de “End of Light” e o Gustavo da Overload perguntou se toparíamos tocar com os Moonspell, eu falei para ele que seria ótimo, toparia na hora. Então inicialmente estaríamos no cast do show Ravenland/Tiamat/Moonspell, mas infelizmente, devido ser a data do último show da tour e ter caído numa terça-feira, não haveria tempo para a apresentação de três bandas, então fomos convidados, a Ravenland, a ficar no camarim com eles e de última hora o convite a participar da música Luna e Alma Mater. Não resisti, falei pro Fernando que seria um sonho realizado para mim, ele vibrou e curtimos muito, foi fantástico. Nossa amizade como diz o Fernando Ribeiro, é como se fosse de irmãos lobos, unidos mesmo que distante pela luz e o feitiço lunar.

Além disso, vocês serão a banda de abertura para o Theatre of Tragedy em São Paulo. Como está a expectativa de vocês para este show sendo que a responsabilidade muito grande. Afinal está será a primeira e última vez (até o momento) que os caras vem ao Brasil.
Camilla Raven
– Sim... Realmente será um imenso prazer tocar nesse show histórico. Já sabíamos há algum tempo que a banda iria encerrar carreira, mas não esperávamos que eles ainda fizessem um show no Brasil e será uma grande honra fazer parte desse dia que ficará eterno em nossa memória e história.

Vocês sabem se Tommy Lindal, ex-Theatre Of Tragedy, vai participar desse show?
Camilla Raven
– A principio acredito que não, ele está ocupado com os projetos dele e fica complicado vir a SP. Fizemos o convite para ele tocar as duas músicas que ele gravou do nosso álbum. E quem sabe dê certo ele vir também, seria uma grande festa.

Como aconteceu o contato com o Tommy? Ele teve alguma participação nas composições do disco?
Camilla Raven
– O contato foi através do afilhado do Dewindson que fez amizade com o Tommy no RN. Começamos a nos falar por telefone e internet e surgiu uma grande amizade. Fizemos o convite da participação e ele aceitou na hora. Ficamos muito contentes. Ele compôs somente a parte dele, o deixamos vontade para colocar o toque dele que acabou sendo um toque da era mágica do TOT, Velvet Darkness e a Rose for the Dead que acrescentou muito a nossa composição.

Infelizmente, o Brasil ainda não é um mercado tão propicio para as bandas de Metal. Vocês tem a intenção de buscar algo no exterior?
Camilla Raven
– Sim, com certeza. Infelizmente, é até uma questão cultural. Mas recebemos muitas mensagens de fãs de outros países, até porque a nossa gravadora também distribui em alguns países como Alemanha, Espanha e EUA, por exemplo. Mas, recentemente, fechamos distribuição via Plastichead/Code7 no Reino Unido, Irlanda e Europa Continental e acredito que vamos colher bons frutos na Europa.


Como foi a gravação do vídeo clipe para a musica "End Of Light" no tradicional castelinho e a sua repercussão?
Dewindson
– O castelinho da Rua Apa é misterioso, sombrio e apaixonante tanto pela sua arquitetura gótica francesa quanto pela sua história verídica de amor e morte, bem ao estilo Edgar Allan Poe, ele se encaixou como uma luva para o nosso vídeo clipe “End of light”. Não imaginávamos que com uma produção de baixo custo fossemos conseguir entrar na programação da MTV, graças ao ótimo trabalho do produtor Luiz Amorim e da participação da atriz Elaine Thrash, assim como de todos que participaram e nos ajudaram a realizá-lo, conseguimos isso e muito mais com este clipe. Desde a primeira vez que passei em frente aquele castelo, eu disse; “Que belo! Que sombrio! Que história magnífica! É o lugar perfeito para gravar um clipe da Ravenland, um dia ainda irei gravar um clipe aqui”.

Dias atrás, o Metal perdeu Peter Steele. Vocês poderiam dimensionar o tamanho desta perda?
Camilla Raven
– Foi uma grande perda. O Type influenciou bandas do mundo inteiro. Não tenho como dimensionar esta perda, só posso comentar que eu devo a ele o rumo que a nossa vida levou.
Dewindson – Sem Bloody Kisses e October Rust, acreditem, nosso direcionamento musical na Ravenland e de muitas outras bandas de gothic metal que existem hoje e ainda são grandes, não seria igual, pois Peter influenciou Nick Holmes, Ville Vallo, Fernando Ribeiro, Jirki69 e a mim, só para resumir. A morte de Peter Steele me afetou muito, me senti muito mal, ele se foi muito novo e a história e união que a banda Type O Negative construiu, me deixa mais triste ainda pelos outros integrantes que tiveram uma vida de experiências ao lado dele. “Como devem estar se sentindo agora?” É uma pergunta que não sai da minha cabeça. O disco “October Rust”, em especial, está entre os melhores discos que já escutei e que marcou muito a minha vida.


Nos últimos meses, a Camilla Raven figurou na lista das novas musas do metal nacional ao lado da Dani, do Shadowside. Como vocês vêem está questão da beleza "sobressaindo" o lado musical. Vocês acreditam que a questão da beleza também acaba pesando por manter a qualidade profissional?
Dewindson
– Eu acho que a beleza não se sobressai ao lado musical e nem pesando por manter a qualidade profissional, mas pode combinar e ajudar perfeitamente. A Dani e a Camilla realmente são mulheres que esbanjam muito talento, para mim isso sobressai a qualquer aspecto físico, seja feia ou bela para mim é fechar os olhos e curtir a música, mas confesso que ser casado com uma das musas do metal nacional dessa lista me deixa em ótima posição. (risos)

Muitas bandas nacionais que estão em destaque como Torture Squad, Claustrofobia, Shadowside, Mindflow, Hibria, Distraught e muitas outras, apesar do reconhecimento da midia, muitos internautas se aproveitam da internet para ficar falando besteiras ao invés de fazer criticas construtivas. Como vocês tem lidado com isso?
Camilla Raven
– Temos que estar preparados para isso, porque, infelizmente, algumas pessoas, quando não gostam de uma banda, eles não a deixam de lado, eles vão atrás para falar mal. E se isso acontece é porque a banda está em destaque também. Críticas construtivas são bem-vindas, estamos sempre tentando melhorar e evoluir. Mas o que pode ser legal pra mim, pode ser ruim para você. Não tenho muito o que reclamar, pois acredito que a RavenLand tem uma ótima aceitação, mas, vendo o meu lado sobre as minhas composições, mesmo se ninguém gostasse, eu continuaria do mesmo jeito, pois aquilo é o que eu quero transmitir, minhas músicas sou eu musicada.

Como vocês avaliam o atual patamar do cenário nacional?
Dewindson
– Atualmente vejo excelentes bandas surgindo a cada dia, mesmo que algumas nem cheguem a lançar um disco, ainda sim estão representando bem a cena nacional, e acredito que este lance de falar que existe somente Angra, Sepultura e Krisiun é meio que limitar e matar o resto das dezenas de bandas que temos em nosso cenário atual que representam muito bem este atual patamar da cena, como Torture Squad, Andralls, Hangar, Shadowside, Ravenland, Ocultan, Eternal Malediction, Sunseth Midnight, Ancesttral, Deventter, Kamala, Claustrofobia, Tuatha de Danann, Unearthly, Mindflow, Shaman e muitas outras, sem falar nas clássicas que continuam na ativa com grande qualidade como Korzus e Genocídio...

Como anda a agenda de shows da Ravenland? Vocês também estão sofrendo com esta onda de bandas internacionais e covers que estão devastando o cenário nacional?
Dewindson
– Nossa agenda está até boa, poderia estar melhor, atualmente temos 12 shows marcados no Brasil, algo entre 3 no Nordeste, 2 no Centro Oeste, 5 no Sudeste e 2 no Sul, incluindo aí o show de abertura da Anneke (ex-The Gathering) com Danny (Anathema), além do festival Roça´n´Roll em Minas Gerais e o histórico show com o Theatre of Tragedy aqui em São Paulo. Concordo com você quando diz que esta onda de bandas internacionais e covers estão devastando o cenário nacional, pois como nossa moeda brasileira é desvalorizada e a grana é curta para a maioria do público que vai aos shows. Então eles acabam tendo que escolher entre tantos shows internacionais para ir do que o de uma banda brasileira que ele pode ver quando quiser depois. Tocar a música dos outros é fácil, criar suas próprias composições e fazer com que o público cante junto com você as suas músicas, vibre, se emocione e ainda compre o seu CD, isso sim é o que quero ver fazerem.

Quais são os próximos projetos da banda?
Camilla Raven
– Estamos trabalhando as composições do próximo álbum que pretendíamos lançar ainda esse ano, mas com a tour européia marcada para setembro resolvemos começar as gravações na volta e acredito que vamos lançá-lo no primeiro semestre do ano que vem. Estamos guardando gravações ao vivo e outros materiais para um futuro DVD. Pretendemos lançar o clipe de SoulMoon antes de mostrar as musicas novas. Algumas coisas tem o processo demorado até por causa da agenda de shows. Temos muitos planos e muito o que mostrar, mas cada coisa ao seu tempo. Agora estamos nos preparando para o acústico com a Anneke (ex-The Gathering) e Danny (Anathema).

Deixe um recado para os internautas.
Camilla Raven
– Primeiramente, quero agradecer o espaço. E aos internautas, aguardem muitas novidades que estão por vir. Estamos muito satisfeitos com as músicas novas e ansiosos para mostrar. E também espero vê-los nos shows! Quero agradecer o carinho de todos que nos enviam mensagens, Obrigada!
Dewindson – Gostaria de agradecer aqui aos nossos fãs que participam da comunidade da Ravenland no orkut e não percam nosso show da “...and a crow brings me back tour 2010” em sua cidade. Um forte abraço sob as asas dos corvos da Ravenland. E sigam-nos no Twitter e Facebook.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Napalm Death e Suffocation: extremos e insanos

texto: Costábile Salzano Jr

Atrações internacionais e nacionais fizeram a festa do público sedento pela música pesada que compareceu ao Kool Metal Fest. O evento, mesmo sendo realizado no mesmo período que a Virada Cultural em São Paulo, atraiu pessoas das mais várias cidades do Brasil.

Porrada na orelha! Esta é a síntese que podemos fazer sobre a sétima edição do Kool Metal Fest, evento que com esta edição deixou de ser uma hipotese para se tornar uma grata realidade.

Pessoas das mais diversas cidades de dentro e fora do Estado de São Paulo, tiveram como destino no último dia 15 de maio, o Espaço Victory, um dos novos locais da cidade que começam a receber shows de Rock. A casa tem uma estrutura muito boa e capaz de receber um bom público com muito conforto, sem contar que mesmo quem não quiser ficar no meio da muvuca, consegue assistir ao show numa boa.

A primeira atração da noite foi o Western Day. Vindos diretamente da periferia paulista, o grupo mesmo com um visual bem alternativo, o que ocasionou um choque inicial muito grande nas pessoas que começavam a preencher a pista. Apesar do visual, a sonoridade é pesada, como um bom grindcore deve ser. O destaque fica para os dois vocalistas que produzem um gutural potente. No entanto, os outros integrantes ainda precisam exercitar a presença de palco e melhorar nas questões técnicas. A banda é nova, foi formada em 2007, ou seja, tem muita poeira da estrada para comer... pelo menos já começaram bem.

Na sequencia, veio o D.E.R., um dos mais respeitados nomes do cenário nacional. Com muita experiencia nas costas, a banda sabia qual era a sua missão: não poupar ninguém da plateia. Desta maneira, o quinteto despejou suas músicas rápidas e violentas sem a mínima piedade. Porém, a tendencia punk de suas composições não agradou algumas pessoas ocasionando um espalhamento do público pela casa.

A terceira atração da noite foram os jovens thrashers do Violator. Já com um belo publico em frente ao palco, os brasilienses fizeram um show devastador. Poney (vocal/baixo), Pedro Capaça (guitarra), Marcio Cambito (guitarra) e David Araya (bateria) mostraram personalidade ao apenas tocar composições próprias e mesmo assim fazer a festa da galera. Ordered to Thrash, U.F.T., Toxic Death, Deadly Sadistic Experiments, Thrash Maniax, Apocalypse Engine e Destined to Die proporcionaram diversas rodas, moshs, uma pancadaria total. A performance do grupo foi um verdadeiro caos. O Violator é mais uma grata revelação do cenário nacional e, se continuar nesse pique, entrará para o mesmo hall que Torture Squad, Shadowside, Claustrofobia, Hibiria, Distraught, Mindflow, Tuatha De Danann e outros, integram.

Depois de quase uma hora ajustando o som e preparando o palco, os norte-americanos do Suffocation entraram em cena. Fazendo a sua première em terras brasileiras visando divulgar o mais recente trabalho "Blood Oath" (2009), Frank Mullen (vocal), Terrence Hobbs (guitarra), Guy Marchais (guitarra), Derek Boyer (baixo) e Mike Smith (bateria) queriam a todo custo impressionar os fãs e assim o fizeram. O repértorio escolhido foi muito mais do que especial. Quando Liege of Inveracity, Infecting the Crypts e Pierced From Within foram executadas a casa quase veio abaixo. O frontman Frank Muller era um dos mais contentes e comandou a exibição. Outro destaque ficou por conta do batera Mike Smith. A técnica e a velocidade com que esse cara toca é um absurdo. O quinteto fez uma bela estreia e, desde já, se credencia para uma nova visita. Sairam ovacionados!

Para quem pensou que o Napalm Death entraria rapidamente para quebrar tudo e todos teve que controlar a ansiedade e a paciencia para ver os reis do grindcore. Com pouco mais de uma hora de passagem de som, a expectativa logo foi para o espaço quando os britanicos deram as caras e começaram a executar Strong-Arm. A pancadaria foi intensa. A cada música executada os moshs se tornavam cada vez mais mais violentos e arrebatadores. Até parecia que quem estava no palco era o Slayer...

Esta nova destruidora passagem de Mark "Barney" Greenway (vocal), Shane Embury (baixo), Mitch Harris (guitarra) e Danny Herrera (bateria) teve como finalidade divulgar o álbum Time Waits For No Slave, último lançamento do grupo. No entanto, sem muitas firulas, Barney & Cia fizeram uma performance matadora, destruiram tudo com vários clássicos e, o mais interessante, foi que até mesmo as novas músicas não ficaram de coadjuvante.

O show foi extremamente insano e Barney, apesar de sua caretice, parece que com o tempo está cada vez mais demente. O cara não parou um segundo sequer e também não se esqueceu de declamar seus tradicionais discursos, presença mais do que esperada. Os outros integrantes não ficam para trás, mas não chegam perto de seu lider. Eles apenas fazem o que devem e muito bem: tocar.

O saldo do Kool Metal Fest foi excelente e, agora, os fãs de Heavy Metal esperam por mais uma grande edição.

Set list Napalm Death 15/05/2010 São Paulo
1. Strong-Arm
2. Unchallenged Hate
3. Suffer the Children
4. Silence is Deafening
5. Life and Limb
6. Diktat
7. When All is Said And Done
8. It’s a M.A.N.S. World!
9. From Enslavement to Obliteration
10. On the Brink of Extinction
11. Scum.
12. Life?
13. The Kill
14. Deceiver
15. You Suffer
16. Mass Appeal Madness
17. Nazi Punks Fuck Off (Dead Kennedys cover)
18. Persona Non Grata
19. Smear Campaign
20. Time Waits for No Slave
21. Siege of Power






Black Angel, Mouruful Tears e Evil Black Embrace no Coliseu do Rock dia 28/05.

Dia 23 de maio no Coliseu do Rock-Lady Fest 2010.

Um super evento que vai agitar a cidade.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dark Wings Syndrome: masterizando CD com renomado engenheiro de som

A banda portuguesa de Prog Rock/ Metal, DARK WINGS SYNDROME recrutou os serviços do conhecido David Castillo (KATATONIA, BLOODBATH, KLIMT 1918, DRACONIAN, entre outros), o qual mixou e masterizou o álbum de estreia desta banda no passado mês de Abril nos Ghostward Studio em Estocolmo, Suécia.

As sessões de gravação deste registo tiveram lugar no Teatro Construção (ATC) e DWS Studio em Joane, e também nos 213 Studios no Porto, entre os meses de Agosto e Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010 sob a orientação de Rui Ferreira (Caps)(DARK WINGS SYNDROME) e Bruno Silva (HEAVENWOOD).
O disco de estreia dos DARK WINGS SYNDROME contará com diversas participações nacionais e internacionais (a anunciar em breve) e será editado no decorrer deste ano através da Ethereal Sound Works – Independent Portuguese Label.

DARK WINGS SYNDROME são constituídos por Barros Onyx (vocal), David (guitarras), Rui Ferreira (Baixo e Teclados) e Carlos Barros (Bateria).
Entretanto, a banda decidiu batizar este seu primeiro lançamento como “Arcane“ e o qual irá incluir temas como Spiritual Emotions, In My Crystal Cage, My Silence, Your Hidden Treasure, It’s No Good (Depeche Mode Cover), The Prey, In Hades, Free-Flowing, Unknown Pleasures e Hatred/ Ódio.
‘Spiritual Emotions‘ em formato pré-produção e extraído da estreia discográfica destes DARK WINGS SYNDROME encontra-se disponível para audição online no MySpace: http://www.myspace.com/darkwingssyndrome.

Baixada Metal Fest III-Dia 29/05 no Coliseu do Rock.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Baixada Metal Fest I-Melhores momentos.




A primeira edição do Baixada Metal Fest I contou com o show das bandas Crimson Dawn Project, Tenebrário e Spit.
Aguardem as próximas edições nos dias 22/05 e 29/05.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Baixada Metal Fest II-dia 22/05 no Coliseu do Rock.

Opus Tenebrae no South American Attack Festival 2010 - 29/05



South American Attack Festival 2010! Um dos maiores eventos de Metal Extremo em São Paulo!

Excursão saindo de Santos: Info - opustenebrae@gmail.com
Valor: R$ 30,00 - ingresso e excursão inclusos.
(Saída: 20:00 hs / Clube Atlético Santista - canal 3)

Black Angel (Lima/Peru)
Opus Tenebrae (Santos/SP)
Pentacrostic (Osasco/SP)
Mighty Goat Obscenity (S. Paulo/SP)
Esgaroth (S. Paulo/SP)
Morte Subita (Itapecerica da Serra/SP)
Infernal Course (S. Roque/SP)
Cursed (S. Paulo/SP)
Inhumane Rites (Sorocaba/SP)

DATA: 29.05.10 (Sábado)
LOCAL: Seven Beer Music Bar
ENDEREÇO: R. Sto Antonio, 1000 - Bexiga - S.Paulo/SP
INGRESSO: R$ 13,00

Myspace: www.myspace.com/opustenebrae
Facebook: http://pt-br.facebook.com/pages/Opus-Tenebrae/93752759703
Profile no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main# Profile.aspx?origin=is&uid= 9852843856437303232
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main# Community.aspx?rl=cpp&cmm= 14506185

Vocalista da Shadowside comenta perda de Ronnie James Dio

Abalada com a morte de Ronnie James Dio, Dani Nolden, vocalista e líder da banda Shadowside, expressou seus sentimentos.

"Ronnie James Dio é imortal! Não há morte física que seja capaz de levar deste nosso mundo - em que tudo é passageiro - tudo aquilo que ele representou e ainda representa. Para nós músicos, que tínhamos Ronnie James Dio apenas como artista, ele sempre será um fonte de inspiração. Não apenas por seu talento único, mas também pode ter sido insuperável independente do período de sua vida. Tive a oportunidade de vê-lo ao vivo na Suécia, em 2009, durante a promotour do álbum Dare to Dream pela Escandinávia. O que vi no palco foi um homem pequeno e franzino, com idade para ser meu avô - e avô de muita gente ali - produzindo uma das vozes mais poderosas já ouvidas. Única, inconfundível e incansável. Ronnie James Dio, a sua música será para sempre admirada e você eternamente respeitado. Você é um mestre! Obrigada por todos esses anos de arte que você nos deu... você nunca morrerá em nossos corações".

Vale a pena lembrar que, a banda lançou na versão norte-americana do debut álbum Theatre of Shadows a cover da música Rainbow in the Dark. Quando a Shadowside estava dando os primeiros passos na carreira, esta famosa composição fez parte do repertório do grupo.

Neste momento, a Shadowside está em estúdio se preparando para uma nova série de shows pela Europa. Mais informações em breve.

domingo, 16 de maio de 2010

Morre Ronnie James Dio, ídolo do heavy metal


O roqueiro americano Ronnie James Dio morreu na manhã deste domingo (16), aos 67 anos, de câncer no estômago. Ícone do heavy metal, ele foi vocalista das bandas Dio, Black Sabbath e Heaven & Hell.
A notícia da morte foi divulgada pela mulher do músico, Wendy. “Hoje meu coração está partido, Ronnie se foi às 7h45”, contou a esposa no site oficial do artista. "Muitos de nossos amigos e familiares puderam se despedir antes que ele se fosse em paz. Ronnie sabia que era muito amado por todos", completa.
A notícia de que o roqueiro estava com câncer foi anunciada em novembro de 2009. Ele iniciou o tratamento com a doença ainda no estágio inicial e havia diminuído o número de show nos últimos meses.
Dio começou sua carreira nos anos 70, como cantor e baixista da banda Elf, com a qual gravou três álbuns. Mais tarde, mudou para o grupo Rainbow, a convite de Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple).
O roqueiro também foi vocalista do Black Sabbath, com quem gravou quatro álbuns. Dio substituiu Ozzy Osborne, que deixou o grupo em 1979.
Dio foi um dos roqueiros a pautar a atitude heavy metal. No documentário "Metal - a headbangers journey" ele é citado como um dos inventores do "chifrinho" feito com as mãos, imitado por fãs do gênero no mundo inteiro.

Showzaço de aniversário do Programa Exmera !!!


No dia 08 de maio o palco do Seven Beer quase foi abaixo!
Em conjunto com a produtora ARES o Programa EXMERA comemorou seu primeiro aniversário com um show histórico em São Paulo.
O Festival contou com 10 bandas Anarkhon, Catastrophe, Oligarquia, Infernal Course, Em Ruínas, Midnightmare, Vismal, Nuclear Decimation, Lycans e o grandioso Vulcano como banda de encerramento.
O Festival teve a presença no palco da equipe EXMERA com toda sua irreverência agradecendo a todos presentes no evento.
A casa estava super lotada apesar da constante chuva que insistiu em cair nesta noite de sábado.
O público enlouquecido não queria sair da frente do palco nem nos intervalos das bandas quando rolava som mecânico com a programação EXMERA.
O metal está mais forte do que nunca!
Não deixe de conferir o Programa Exmera na Rádio Underground do Litoral, diariamente as 19hs com estréia aos domingos.
Vida longa ao metal, vida longa ao Programa EXMERA!
http://www.exmera.podomatic.com/

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Segundo Tatto Mix Convention em Santos.


O Segundo Mix Tatto Convention será realizado nos dias 14, 15 e 16 de maio, no Clube de Regatas Saldanha da Gama.
Endereço-AV. Saldanha da Gama, 44 na Ponta da Praia.
Ingressos-15 reais a venda no local do evento.
Maiores informações pelo site www.tattomixconvention.com.br

Ingressos para apresentação do Dark Tranquillity em SP já estão à venda

Suecos são uma das principais bandas do cenário do Metal Mundial
O sexteto está preparando um set list arrasador para sua estreia no Brasil

A produtora Dark Dimensions informa que já estão à venda os ingressos para a apresentação do Dark Tranquillity, um dos grupos pioneiros do Death Metal melódico, em São Paulo. O show que acontece no próximo dia 12 de Junho, no Carioca Club, marca a estreia da banda no Brasil e promete ser um grande marco para os fãs. Mikael Stanne (vocais), Martin Henriksson (guitarra), Niklas Sundin (guitarra), Daniel Antonsson (baixo), Martin Brandstrom (teclados), Anders Jivarp (bateria) estão preparando um repertório abrangendo as composições mais aclamadas pelos fãs.

Neste momento, o Dark Tranquillity está em turnê pelos EUA divulgando o novo álbum “We are the Void”, recentemente disponibilizado para audição no MySpace oficial da banda.

Os ingressos podem ser adquiridos nas lojas Lady Snake, na tradicional Galeria do Rock, ou pela internet, no site da Ticket Brasil, pelos seguintes valores:
Pista Promocional e Estudante: R$ 60,00
Camarote Promocional e Estudante: R$ 80,00
Ingressos pela Internet: http://www.ticketbrasil.com.br/rock/heavy-metal/dark-tranquillity-no-carioca-club.html

Mais informações sobre o evento em http://www.darktranquillity.com.br/

A turnê do Dark Tranquillity pela América Latina é a seguinte:
June 3: Cidade do México, Mexico - Circo Volador
June 4: Puebla, Mexico - Salon JP de Puebla
June 5: Bogota, Colombia - Teatro Metropol
June 6: Caracas, Venezuela - CECIM
June 8: Lima, Peru - Voce
June 9: Santiago, Chile - Teatro Teleton
June 10: Buenos Aires, Argentina - Teatro Flores
June 11: Montevideo, Uruguai - Complejo Troya
June 12: São Paulo, Brasil - Carioca Club
June 13: Curitiba, Brasil - TBA

Serviço São Paulo
Data: 12/06/2010
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Horário: 20h
Ingressos: R$ 60,00 (pista promocional/estudante) e R$ 80,00 (camarote promocional/estudante)
Pontos de vendas: loja Lady Snake (Galeria do Rock) 11 3333-6931 / 11 3361-7705 / http://www.ticketbrasil.com.br/
Informações: 11 7527-4084 11 7527-4084
Website do show: http://www.darktranquillity.com.br/

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tyerramystica e Khrophus são os primeiros finalistas do Wacken.

A etapa semifinal Sul, que foi realizada ontem no Manifesto Bar em São Paulo, teve como finalistas as bandas Tierramystica(Porto Alegre) e Khrphus(Florianópolis).
Essa etapa também contou com a participação das bandas Deventter(Campinas), Greensleeves(Curitiba) e Hugin Munin(Santos).

Dia 12/06 no Coliseu !































Ingressos a venda à partir da próxima semana.

Dark Tranquillity desembarcando pela 1ª vez no Brasil


E a invasão sueca continua... O DARK TRANQUILLITY, um dos grupos pioneiros do Death Metal melódico, confirmou mais uma turnê pela América Latina. A banda fará sua estreia no pais, no próximo dia 12 de junho, no Carioca Club, em São Paulo. Além do Brasil, os suecos também passarão pela primeira vez por Peru e Uruguai.

Neste momento, Mikael Stanne (vocais), Martin Henriksson (guitarra), Niklas Sundin (guitarra), Daniel Antonsson (baixo), Martin Brandstrom (teclados), Anders Jivarp (bateria) estão nos EUA divulgando o novo álbum “We are the Void”, recentemente disponibilizado para audição no MySpace oficial da banda.

Ano passado, o quinteto comemorou 20 anos de carreira lançando “Where Death Is Most Alive”, que traz um bela retrospectiva desta trajetória em 2 CDs e 2 DVDs. Este lançamento figurou ao primeiro lugar no chart de sua terra natal.

A turnê do Dark Tranquillity pela América Latina é a seguinte:
June 3: Cidade do México, Mexico - Circo Volador
June 4: Puebla, Mexico - Salon JP de Puebla
June 5: Bogota, Colombia - Teatro Metropol
June 6: Caracas, Venezuela - CECIM
June 8: Lima, Peru - Voce
June 9: Santiago, Chile - Teatro Teleton
June 10: Buenos Aires, Argentina - Teatro Flores
June 11: Montevideo, Uruguai - Complejo Troya
June 12: São Paulo, Brasil - Carioca Club
June 13: Curtiba, Brasil - TBA

Serviço São Paulo
Data: 12/06/2010 - São Paulo/SP
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Horário: 20h
Ingressos: R$ 60,00 (pista promocional / estudante) e R$ 80,00 (camarote promocional / estudante)
Pontos de vendas: loja Lady Snake (Galeria do Rock) (11) 3333-6931 ou (11) 3361-7705
http://www.ticketbrasil.com.br
Informações: (11) 7527-4084
Website: www.darktranquillity.com.br

Manowar é vaiado em SP


Foram 12 longos anos de espera, mas para uma tremenda decepção. O Manowar tinha todas as cartas na manga para tornar a noite do último 7 de maio inesquecível, mas esqueceu de baixá-las na mesa. O grupo simplesmente ignorou seus clássicos e apenas empolgou os fãs enquanto três libidinosas garotas faziam streap tease e se esfregavam no palco do Credicard Hall.

A expectativa para a apresentação dos norte-americanos do Manowar era a melhor possível. Após diversas gigantescas bandas desembarcarem no Brasil com Metallica, Iron Maiden, Megadeth, Heaven and Hell, Guns N’ Roses, KISS etc, praticamente só faltavam Joey De Maio & Cia fazerem a festa por aqui. Bem, festa foi o que eles mais fizeram durante a passagem por São Paulo. Por exemplo, foram à melhor churrascaria da cidade e tiveram a melhor das receptividades das groupies brasileiras, que, provavelmente, ensinaram um longo discurso em português. Porém, o que parecia festa para uns, para outras 6,3 mil pessoas estava se tornando a maior das tragédias.

A dificil missão de esquentar os exigentes manowarriors ficou por conta da Kings of Steel, que tradicionalmente é banda tributo do Manowar, mas, naquela ocasião, tocaram composições próprias e covers de Dio e Accept. O grupo até que fez um belo show, mas, infelizmente, a galera pareceu que não deu a minima bola pros caras e mal aplaudiu ao final das músicas e assim que deixaram o placo, os gritos de “Manowar, Manowar” foram ensurdecedores e praticamente varreram os brasileiros direto para o camarim.

Pouco antes das 22h30, Eric Adams (vocal), Karl Logan (guitarra), Joey De Maio (baixo) e o baterista Donnie Hamzik entraram em cena com a música “Hand of Doom”. Na ocasião, Hamzik, mais uma vez , substituiu Scott Columbus, afastado por questões pessoais. Em outras oportunidades, até mesmo o antigo baterista Rhino tem voltado a figurar nos palcos.

Sem muita prosa, tocaram “Thunder in the Sky”, “Call To Arms”, “Die with Honor” e “Let the Gods Decide”. Até aquele momento, a interatividade com os fãs era apenas por meio de uma performance estática, bangueando e agitando seus instrumentos. Quando todos pensavam que finalmente viria um clássico, baixaram a temperatura com a balada “Swords in the Wind”.

Apesar de não ter exibido suas grandes composições e começando a deixar alguns fãs impacientes, o show seguia em alta, com a banda tocando redondinha e fazendo a plateia vibrando a cada música executada. Na sequência, um solo do guitarrista Karl Logan. O músico tentou a todo custo tocar notas aceleradamente, mas os dedos dele pareciam se enrolar, deixando os erros bem evidentes. Em certo momento, ele tocou algo parecido com Porellise só que em uma versão “mil vezes” mais rápida.

Porém, o público só entrou no “Espirito Manowar”, quando, finalmente, o líder Joey De Maio resolveu matar a saudade dos fãs brasileiros e começou um discurso apaixonado em inglês. No entanto, quando ele começou a formar longas frases em português, a galera vibrou da mesma forma quando a seleção brasileira faz um gol. Na verdade, começava um stand up commedy protagonizado por uma das personalidades mais conhecidas pela imagem True Metal. O que era pra ser um show “sério”, virou um verdadeiro show de risadas. De Maio foi espetacular! Esse momento de descontração e impagáveis risadas deixou os fãs impacientes pelos clássicos, mais relaxados e receptivos até o momento tradicional de mandar quem não gosta de Manowar praquele devido lugar...

Depois de muitas risadas, De Maio convida uma pessoa do público para subir no palco e tocar guitarra com o grupo. Milhares de mão foram ao ar até que um foi escolhido. Assim que ficou diante do músico, o sortudo se ajoelhou e De Maio fez um espécie de batismo do Metal. Porém, o escolhido tomou uma bronca das mais desnecessárias só porque estava usando uma camiseta do Iron Maiden. De Maio fez o cara tirar a camiseta e a jogou uns bons metros longe. O “batismo” continuou com o rapaz entornando uma lata de cerveja no estilo Manowar. Porém, o destemido fã não esperava pelo melhor. Três garotas “invadiram” o palco para marcar o clímax da passagem do Manowar por São Paulo. As libertinas começaram a fazer tirar suas roupas, se beijarem, se acariciarem. Os marmanjos que estavam na pista Premium começaram a se esmagar e a brigarem pelo melhor lugar na grade já que o telão da casa omitiu transmitir a maioria da cenas enquanto o Manowar tocava “Die for Odin”. Com certeza, o stand up do líder Joey De Maio e o show a parte, pareciam que o o espetáculo a partir dali seguiria um novo rumo... parecia, mas não foi isso que aconteceu.

“Gods of War”, “Sleipnir”, “God or Man” e várias outras músicas sem expressão foram seguindo uma após a outra. O quarteto mantinha as mesmas músicas sem quase expressão, priorizando no repertório composições baseada nos discos "Warriors Of The World" (2002), God of War (2007) e no EP Thunder In The Sky (2009). King of Kings, Loki God of Fire e Sons of Odin marcaram a nova fase. Até mesmo durante o solo do baixista De Maio, cheio de firulas, musicalidade e algumas derrapadas, era possível ouvir os berros quase suplicantes para “Hail and Kill”.

Quando os Kings of Metal voltaram para o bis com Warriors of the World, tudo indicava que o Manowar havia deixado o melhor para o final. Ledo engano e assim que De maio começou a arrebentar as cordas do seu baixo já era possível ouvir as primeiras vaias e xingamentos.

Assim que as luzes se apagaram e a banda saiu de cena, era nítida a sensação de revolta. As vaias e as palavras de baixo calão ganharam mais força, ou seja, toda a brilhante performance da banda no palco não servira para nada. O vocalista Eric Adams foi surpreendentemente perfeito. O cara cantou e muito. Este sim, fez daquele noite algo memorável.

Donnie Hamzik foi outro destaque debulhando seu grande kit de bateria. Preciso e de um pedal duplo estupendo, ditou o ritmo intenso da exibição. Já Karl Logan se manteve apático. A performance foi apagada e limitou-se ao canto esquerdo do palco. A troca de posições com o chefão De Maio não existiu e sua guitarra só ficava em evidencia quando chegava a hora dos solos ou quando o baixo não tinha tanto impacto. Em compensação, o patrão De Maio fez aquela exibição tradicional, impecável, mas sem nada de novo. Sinceramente, valeu pelo seu stand up e por se comunicar em português com os fãs. O volume do seu instrumento, como sempre, estava alto e parecia um terremoto quando vibrava dentro do corpo dos fãs.

O Manowar fez um bom show, mas poderia ter sido inesquecível se tivessem tocado os seus clássicos. É claro que a banda tem todo direito de escolher o repertório que querem apresentar, mas já são bem experientes para saber o que o público quer ver e ouvir, ou seja, deixar de lado as suas músicas mais famosas depois de 12 anos sem vir ao Brasil é algo imperdoável.

Apesar de diversas vezes praticamente jurar que vão voltar em breve isso não quer dizer que eles podem se dar ao luxo de simplesmente omitir o que os fãs querem realmente ouvir. É a mesma coisa que o Metallica deixar de tocar “Enter Sandman”, o Iron Maiden limar “The Number of the Beast”, o Motorhead negar “Ace of Spaces” e por ai vai. Os fãs, que na fila ficavam xingando bandas como Iron Maiden e Metallica, tem todo o direito de reclamar, mas devem reconhecer que estes dois grandes nomes até hoje nunca fizeram um set list tão sofrível, mesmo quando estavam passando pela pior fase de suas carreiras. Se o Manowar voltar tão rápido como disseram, a receptividade pode não ser tão boa o quanto eles esperam. Os Kings of Metal falharam e, na minha opinião, Deus que é Deus não falha, muito menos erra! Até agora, sem sombra de dúvidas, o melhor show do ano ainda é do Metallica!

Setlist
Hand of Doom
Call to Arms
Swords in the Wind
Solo Karl
Let The Gods Decide
Die For Metal
The Sons of Odin
Sleipnir
Screams of Death
Solo do Joey
God or Man
Loki
Thunder In The Sky
Warriors of the World
House of Death
King of Kings
Army of the Dead

Professor é demitido por ser vocalista de banda Death Metal



Os tempos mudaram, as pessoas estão com a mente mais aberta, receptivas... Balela! Isso tudo é papo furado. Novamente, o Heavy Metal foi tratado como o patinho feio da história. Thomas Gurrath, 29 anos, foi parar no olho da rua após autoridades alemãs descobrirem que ele era vocalista da banda de death metal DEBAUCHERY. Gurrath lecionava filosofia, política, história e ética no Hegel Gymnasium no distrito de Vaihingen para alunos de 14 anos. Os pais dos estudantes se desesperaram quando descobriram a "vida secreta" do músico. As autoridades exigiram que o professor decidisse entra uma das duas carreiras, mas Gurrath optou em se manter no vivendo pelo Metal. Gurrath disse ao jornal Bild que que não iria recuar. "Eu nunca desistiria da minha música só porque as autoridades de educação ordenaram".

As capas dos discos e posters promocionais incluem nu, mulheres cobertas de sangue, serras e todos os tipos de equipamentos de sadomasoquismo. Durante as apresentações, os integrantes da banda tocam cobertos de sangue falso e mulheres nuas. No oficial da DEBAUCHERY, Gurrath explica que a violência retratada na música da banda é apenas o reflexo de um mundo violento. "Mas ainda é só música, uma forma de arte. Não há violência real, ninguém se machuca por causa de música, só se for muito alto". Os títulos dos álbuns mais fortes são “Kill, Maim, Burn” (Matar, Mutilar, Queimar), “Rage of the Bloodbeast” (A Fúria da Besta Sangrenta) e "Torture Pit.” (Poço de Tortura).

Vendo por um lado, as autoridades podem até ter um pingo de razão, mas, no entanto, porém, os caras tinham que analisar o profissional dentro da sala de aula. No Brasil, temos várias pessoas que atuam dentro da cena do metal extremo lecionando as mais diversas pastas educacionais e esbanjando competência. Por que com Gurrath seria diferente?

A sociedade deveria parar com este tipo de comparação inescrupulosa. Não é porque a pessoa interpreta um personagem, urra letras violentas cobertas por uma sonoridade agressiva, que ele vai fazer algum mal aos seus alunos ou deixar de ensiná-los perfeitamente. Ele é um artista, um ator em cima do palco, é uma maneira de se expressar. Em pleno ano 2010, ainda temos que acompanhar uma atitude tão imbecil como está. Qual será a próxima?